Um espaço de escuta, elaboração e presença
Meu trabalho parte da ideia de que a psicoterapia não é um percurso baseado em desempenho, metas emocionais ou respostas prontas. Cada processo é construído a partir da experiência de quem chega, da sua história, da forma como sente, pensa, se relaciona e vive os próprios conflitos. Mais do que enquadrar a pessoa em modelos prévios, o que me interessa é compreender, com ela, aquilo que se repete, aquilo que dói, aquilo que parece sem nome e aquilo que, muitas vezes, já não pode mais ser sustentado da mesma forma.
A terapia, para mim, não é um espaço de fórmulas nem de soluções superficiais. É um trabalho de investigação, elaboração e descoberta. Um trabalho sério, humano e vivo, que leva em conta a complexidade de cada um.
O começo: acolher o sofrimento sem reduzir tudo a ele
Muitas pessoas procuram atendimento em momentos de crise, esgotamento, angústia, confusão ou sofrimento mais agudo. Nessas horas, o primeiro movimento é criar um espaço em que seja possível falar, respirar, organizar minimamente o que está sendo vivido e encontrar algum alívio. Isso faz parte do processo e é importante.
Ao mesmo tempo, meu trabalho não se limita a apagar sintomas ou oferecer conforto imediato. O alívio pode ser um começo, mas não é o ponto final. Aos poucos, o processo vai permitindo que a pessoa se aproxime das causas, dos sentidos, dos modos como se coloca diante de si mesma, dos outros e da própria vida. Não se trata de mágica, nem de um caminho vago e sem direção. Trata-se de um percurso em que o autoconhecimento vai abrindo novas possibilidades de entendimento e transformação.
Coerência consigo mesmo
Um eixo muito importante do meu trabalho é a busca de maior coerência consigo mesmo. Isso envolve perguntas que nem sempre aparecem de forma clara no início, mas que atravessam muitos sofrimentos: por que você faz o que faz? Por que deixa de fazer algo que desejava? Por que repete aquilo que prometeu a si mesmo que não faria mais? Por que, às vezes, não se sente bem com escolhas que, em tese, foram suas?
Essas perguntas não têm respostas automáticas. Elas pedem tempo, escuta e aprofundamento. Ao longo do processo, a pessoa pode começar a reconhecer melhor o que deseja, o que evita, o que sustenta, o que repete, o que teme e o que ainda não conseguiu nomear. A coerência de que falo não é rigidez, controle absoluto nem ideal de perfeição. É a possibilidade de se conhecer melhor e, a partir disso, viver com mais verdade na relação consigo mesmo e com o mundo.
Uma clínica em que há troca, pergunta e construção
Eu não entendo a psicoterapia como uma escuta indiferente ou distante. Meu trabalho é implicado no processo. Eu participo, pergunto, intervenho, acompanho os movimentos da fala e os sentidos que vão surgindo ao longo das sessões. Isso não significa conduzir a vida do outro nem impor interpretações, mas estar verdadeiramente presente na construção do processo terapêutico.
Muitas pessoas chegam à terapia depois de experiências em que se sentiram sozinhas demais dentro da própria sessão, como se estivessem diante de um profissional silencioso, inacessível ou colocado em uma posição superior. Minha proposta não passa por esse lugar. O vínculo terapêutico, para mim, exige presença, escuta qualificada, sensibilidade e participação. É nessa troca que, muitas vezes, surgem os insights mais importantes.
Referências clínicas e modo de escuta
Minha escuta é orientada principalmente pela tradição psicanalítica, em diálogo com outras referências importantes para a compreensão da experiência humana. Isso significa que meu trabalho leva a sério a história de cada pessoa, os conflitos inconscientes, as repetições, os impasses nas relações, a forma como o sofrimento se organiza e os sentidos que nem sempre aparecem de maneira imediata.
Ao mesmo tempo, minha prática também se beneficia de uma visão humanista e de recursos clínicos que ajudam a pensar situações específicas sem perder a profundidade do processo. Para mim, técnica não substitui escuta, e método não substitui presença. O centro do trabalho continua sendo a singularidade de cada pessoa e aquilo que, no seu modo de viver, pede elaboração.
Para quem esse processo pode fazer sentido
Esse trabalho pode fazer sentido para quem está atravessando um momento difícil, para quem vive conflitos que se repetem, para quem sente um mal-estar persistente, para quem se percebe distante de si mesmo ou para quem deseja se compreender com mais profundidade. Pode fazer sentido tanto em momentos de crise quanto em fases de questionamento mais silencioso, quando a vida parece seguir por fora, mas algo internamente já pede outro tipo de escuta.
Nem sempre o sofrimento aparece do mesmo modo. Às vezes ele vem como angústia evidente. Às vezes como cansaço, irritação, sensação de vazio, dificuldade nas relações, perda de direção ou repetição de padrões que a pessoa já não consegue sustentar. Em todos esses casos, o processo terapêutico pode ser um espaço de abertura e elaboração.
Atendimento presencial e online
Realizo atendimentos presenciais em consultório no Itaim Bibi, em São Paulo, e também online. Em ambos os formatos, o trabalho é conduzido com o mesmo cuidado, a mesma seriedade clínica e a mesma atenção à singularidade de cada processo.
Terapia como descoberta
Para mim, a psicoterapia não é sobre chegar a respostas definitivas, nem sobre encaixar a vida em explicações fixas. É sobre descoberta. Sobre conhecer a si mesmo de forma mais profunda. Sobre perceber o que move suas escolhas, seus incômodos, suas repetições e seus desejos. Sobre construir, pouco a pouco, uma relação mais consciente, mais verdadeira e mais coerente consigo mesmo.