Sobre a Psicóloga
Fernanda Moretti(CRP 06/22900) atua como psicóloga clínica com uma abordagem humanista, que considera o ser humano de forma integrada — corpo, mente, história pessoal, relações e contexto social. Sua trajetória profissional não segue um caminho tradicional, mas é marcada por experiências que moldaram profundamente seu olhar clínico e sua forma de escutar.
Antes da psicologia, Fernanda atuou por mais de uma década no mercado de marketing e comunicação, trabalhando com consultores de recursos humanos, carreira, coaching e desenvolvimento profissional. Essa vivência no mundo corporativo proporcionou um contato direto com as pressões, metas excessivas e discursos que muitas vezes adoecem emocionalmente as pessoas, experiência que despertou questionamentos profundos sobre saúde mental, identidade e sentido do trabalho.
O interesse pela psicologia, presente desde a adolescência, ganhou forma acadêmica durante a pandemia, quando iniciou a graduação em psicologia, concluída em 2025. Ao longo da formação, teve contato com diferentes linhas teóricas, como psicologia analítica, psicanálise, fenomenologia, Gestalt-terapia, análise transacional, bioenergética e existencialismo, além de uma forte identificação com a psicologia social e com abordagens que não separam o indivíduo do seu contexto histórico e cultural.
Durante a faculdade, atuou como estagiária em projetos sociais, como o Instituto Baccarelli e iniciativas ligadas ao Centro Cultural da Favela Vila Prudente, trabalhando com crianças e adolescentes em contextos grupais. Essas experiências foram especialmente marcantes, com resultados positivos e transformadores, reforçando a importância do vínculo, da escuta e do cuidado psicológico comprometido com a realidade social.
Paralelamente, Fernanda construiu uma trajetória artística ligada à música e ao blues, experiência que ampliou sua compreensão sobre expressão, cultura e subjetividade, elementos que também atravessam sua prática clínica.
Hoje, sua atuação como psicóloga é orientada por uma escuta sensível, crítica e acolhedora, voltada para pessoas que buscam compreender seus conflitos, sofrimento e modos de estar no mundo, sem reduções ou soluções simplistas.
Uma psicóloga em atuação hoje
Fernanda Moretti Veras atua hoje como psicóloga clínica, trazendo para sua prática uma trajetória marcada por experiências profundas no mundo do trabalho, da cultura e das relações humanas. Sua escuta é atravessada por uma compreensão ampla do ser humano, que considera não apenas a dimensão individual, mas também o contexto social, histórico e cultural em que cada pessoa está inserida. Essa forma de atuar não nasce apenas da formação acadêmica em psicologia, mas de um percurso de vida que foi, aos poucos, revelando os limites, os conflitos e as contradições do mundo contemporâneo.
Um interesse antigo pelo autoconhecimento
Desde a adolescência, Fernanda sempre se interessou por temas ligados ao autoconhecimento. Não no sentido da autoajuda ou de respostas rápidas para os dilemas da vida, mas por uma curiosidade genuína sobre o funcionamento da mente, os afetos, os conflitos internos e o sentido da existência. A leitura de livros de psicologia, filosofia e áreas afins sempre fez parte de sua vida, muito antes de qualquer decisão profissional nesse campo. Esse interesse acompanhou diferentes fases da sua trajetória, mesmo quando sua atuação profissional seguiu outros caminhos.
A primeira formação e o ingresso no marketing
No início dos anos 2000, sua primeira formação foi em publicidade. A partir desse caminho, Fernanda passou a atuar no mercado de marketing e comunicação, área em que permaneceu por mais de uma década. Entre 2002 e aproximadamente 2013, manteve junto com seu marido, Tom, uma pequena agência especializada na divulgação de consultores empresariais. O foco principal era a promoção de consultores de recursos humanos, consultores de carreira e profissionais ligados ao desenvolvimento corporativo, em um período em que esse mercado estava em plena expansão.
O universo do RH, da carreira e do desenvolvimento profissional
Foi nesse contexto que Fernanda teve contato direto com o universo corporativo e com as narrativas que o sustentavam. Era a época de consolidação e crescimento de conceitos como coaching, mentoring, liderança inspiradora e desenvolvimento de carreira. A agência atuava divulgando palestras, treinamentos e conteúdos voltados para empresas e profissionais que buscavam crescimento, desempenho e ascensão profissional. Esse trabalho colocou Fernanda em contato próximo com as linguagens, os discursos e os valores que moldavam esse ambiente, permitindo uma observação profunda de como essas ideias eram construídas e aplicadas no dia a dia das organizações.
Pressões, metas e identidades em conflito
Ao longo desses anos, Fernanda acompanhou de perto a lógica das metas constantes, da competitividade elevada e da pressão contínua por resultados. Tornou-se evidente como, nesse modelo, muitas pessoas passavam a medir seu valor pessoal exclusivamente pelo desempenho profissional. A empresa, aos poucos, deixava de ser apenas um local de trabalho e passava a ocupar o centro da identidade do indivíduo. As fronteiras entre vida pessoal e profissional se tornavam cada vez mais difusas, e a noção de sucesso vinha acompanhada de exaustão, ansiedade e sentimento de inadequação.
A linguagem do cuidado e suas contradições
Uma das percepções mais marcantes desse período foi o contraste entre discurso e prática. Enquanto a linguagem corporativa falava em valorização das pessoas, cuidado com a saúde mental, bem-estar e propósito, o cotidiano revelava um sistema que frequentemente adoecia emocionalmente quem estava dentro dele. Fernanda passou a perceber como esse discurso, especialmente presente no campo da consultoria de RH, do coaching e do desenvolvimento de carreira, muitas vezes funcionava como uma camada superficial de humanização que encobria práticas desumanizantes. Essa contradição ficou cada vez mais evidente e começou a provocar questionamentos profundos sobre o sentido daquele trabalho e sobre o tipo de mundo que ele ajudava a sustentar.
O desgaste silencioso
Com o passar do tempo, o contato contínuo com esse modelo começou a gerar um desgaste profundo. Não se tratava apenas de observar o sofrimento dos outros, mas de perceber as transformações acontecendo dentro de si mesma. Fernanda começou a notar como aquela lógica de competitividade constante, metas inalcançáveis e promessas de sucesso estava atravessando sua própria forma de existir no mundo. Aos poucos, sentia-se sendo puxada para um modo de vida excessivamente orientado por desempenho, resultados e comparação, distante de valores que sempre foram importantes para ela.
Valores em conflito
Mesmo sem jamais cometer falhas éticas ou agir de forma contrária aos seus princípios, Fernanda passou a perceber o quanto aquele ambiente exigia concessões internas. A sensação era de viver quase exclusivamente para o trabalho, em um ritmo que deixava pouco espaço para reflexão, pausa e escuta de si mesma. A pressão não vinha apenas de fora, mas também de um sistema que se alimenta da ideia de que sempre é possível — e necessário — ir além. Esse conflito entre valores pessoais e exigências externas foi se intensificando, tornando-se cada vez mais difícil de sustentar.
A crise existencial
Esse processo culminou em um momento de ruptura. Fernanda entrou em um estado de esgotamento profundo, próximo a um burnout, acompanhado por uma crise existencial. Já não conseguia mais se reconhecer naquele papel, nem continuar vendendo e promovendo um modelo de mundo com o qual não concordava. A sensação era de estar alimentando um sistema que não apenas adoecia outras pessoas, mas também a consumia por dentro. Tornou-se claro que seguir naquele caminho significaria abrir mão de partes essenciais de si mesma.
A decisão de parar
Diante desse limite, Fernanda tomou uma decisão difícil, mas necessária: abandonar a área de marketing e se afastar definitivamente daquele universo corporativo. Não foi uma escolha simples, nem imediata, mas um gesto de preservação e de coerência com sua própria história. Parar significou, naquele momento, abrir espaço para o vazio, para a incerteza e para a reconstrução de sentidos. Esse afastamento marcou o fim de um ciclo importante e abriu caminho para novas perguntas sobre quem ela era, o que queria e de que forma desejava estar no mundo.
Autoconhecimento como fio condutor
Durante todo esse processo, algo permaneceu constante: o interesse pelo autoconhecimento. Fernanda nunca deixou de ler, estudar e refletir sobre o ser humano, a mente, as relações e a vida em sociedade. Nesse período de transição, ela aprofundou ainda mais esse movimento, fazendo terapia e entrando em contato com abordagens de viés mais humanista. Esse olhar ampliado começou a dar novas chaves de compreensão para suas experiências passadas e para os conflitos que havia vivido, preparando, sem que ela soubesse ainda, o terreno para os caminhos que viriam a seguir.
Um encontro inesperado com a música
Enquanto Fernanda atravessava esse período de transição, seu marido, Tom, também vivia uma crise existencial. Depois de anos atuando no marketing, ele começou a expressar com clareza a sensação de que havia se afastado da única coisa que realmente fazia sentido em sua vida: a música. Antes da agência, Tom era músico, e a vontade de retomar esse contato surgiu inicialmente de forma simples, quase como uma brincadeira, sem grandes pretensões. A ideia era apenas voltar a tocar, reencontrar um prazer que havia ficado adormecido.
Cantar sem saber que cantava
Nesse contexto, a música entrou novamente na vida do casal. Fernanda sempre cantou afinado, mas apenas em casa, de forma íntima e despretensiosa. Nunca havia se imaginado cantando para outras pessoas. A relação com o canto vinha acompanhada de muita vergonha e de um lugar muito reservado. Ainda assim, quando Tom decidiu montar uma banda, ela topou cantar, a princípio apenas para quebrar um galho, com a ideia de que seria algo provisório, até encontrarem um cantor definitivo. O movimento inicial foi muito mais de apoio e parceria do que de ambição artística.
O blues como descoberta
A banda que Tom montou era de blues, um gênero profundamente ligado à sua trajetória musical. Aos poucos, Fernanda foi se aproximando desse universo. Durante os ensaios, ela ouvia histórias sobre a origem do blues, sobre como aquele canto nasceu, sobre a relação entre música, sofrimento, resistência e expressão genuína da experiência humana. Esse contato foi criando uma identificação profunda. Não era apenas aprender canções ou técnicas vocais, mas compreender uma linguagem musical que falava diretamente da vida, das dores e das contradições humanas.
O nascimento de uma voz
Nesse processo, algo começou a se transformar. Fernanda passou a descobrir uma voz que não sabia que existia dentro dela. Um tipo de canto que não se encaixava em padrões comerciais, mas que dialogava com a autenticidade do blues. Cantar deixou de ser apenas um apoio ao marido e se tornou um espaço de expressão própria. Esse percurso trouxe um processo intenso de autoconhecimento, em que corpo, emoção e história se encontravam através da música. O canto passou a ser um lugar de verdade, de presença e de reconhecimento de si.
Identidade, cultura e autenticidade
Aos poucos, Fernanda se apaixonou não apenas pelo canto, mas pela música enquanto expressão cultural profunda. O blues, em especial, abriu portas para uma relação com a arte que não estava ligada à indústria cultural, mas à experiência humana em sua forma mais crua e verdadeira. Essa vivência reforçou ainda mais seu olhar crítico sobre modelos que transformam tudo em produto, inclusive a arte. A música passou a ocupar um lugar central na sua vida, não como espetáculo, mas como linguagem, identidade e forma de estar no mundo.
Uma carreira pronta para acontecer
Entre 2015 e os anos que se seguiram até 2019, a banda foi ganhando forma, consistência e identidade. Os ensaios se intensificaram, o repertório amadureceu e, aos poucos, tudo estava pronto para que o projeto musical fosse lançado. Já havia contratos com bares, um circuito de apresentações desenhado e planos concretos para gravação de disco. A carreira musical do Tom estava preparada para ser retomada e, de maneira inesperada, Fernanda não apenas fazia parte desse retorno como se tornava a cantora principal da banda. Aquilo que começou como algo provisório havia se transformado em um elemento central do projeto.
Tornar-se o diferencial
Com o tempo, ficou claro que a presença de Fernanda no palco não era apenas circunstancial. Sua voz chamava atenção, criava identidade e se tornava, na prática, um dos grandes diferenciais da banda. O canto que nasceu de forma tímida e doméstica passou a ocupar um lugar de potência e expressão. Para ela, esse processo também significava assumir um espaço novo, atravessado por inseguranças, mas também por descobertas profundas sobre si mesma, sobre sua relação com o corpo, com a exposição e com a autenticidade.
A interrupção da pandemia
Quando tudo estava pronto para avançar, veio a pandemia. A música foi uma das áreas mais duramente atingidas. Shows foram cancelados, projetos suspensos e a possibilidade de seguir com aquela trajetória foi interrompida de forma abrupta. Não era possível tocar, se apresentar ou dar continuidade aos planos que haviam sido construídos com tanto cuidado. Esse momento trouxe novamente uma sensação de suspensão e incerteza, mas também abriu um espaço inesperado de tempo e reflexão.
O início da psicologia quase por acaso
Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de iniciar o curso de psicologia. Já com cerca de 45 anos, Fernanda decidiu se inscrever inicialmente sem grandes expectativas profissionais. A ideia, naquele momento, era fazer a faculdade quase como um hobby, movida por um interesse antigo e constante pela área. Havia tempo disponível, curiosidade e o desejo de aprofundar um conhecimento que sempre a acompanhou ao longo da vida. O que começou de forma despretensiosa, no entanto, logo tomou outra dimensão.
Do interesse ao compromisso
Ao longo do curso, Fernanda foi se envolvendo cada vez mais com a psicologia. O estudo deixou de ser apenas um caminho de autoconhecimento pessoal e passou a despertar um desejo real de atuação profissional. As disciplinas, os debates e os contatos com diferentes abordagens começaram a dar nome, forma e estrutura a inquietações que ela carregava há muitos anos. A psicologia passou a se apresentar não apenas como um campo de estudo, mas como um lugar possível de trabalho, escuta e transformação.
O encontro com a psicologia social
Ao longo da formação, um dos momentos mais decisivos foi o contato com a psicologia social. Foi nesse campo que muitas experiências passadas começaram a ganhar sentido e elaboração. A compreensão de que o sofrimento psíquico não nasce apenas do indivíduo isolado, mas das relações, das condições sociais, da cultura e da história, dialogava diretamente com tudo o que Fernanda havia vivido no mundo corporativo. A psicologia social ofereceu ferramentas para entender, de forma mais profunda, por que determinados ambientes adoecem, por que certas dinâmicas produzem culpa, inadequação e esgotamento, e como o sujeito é atravessado por forças que vão muito além de escolhas individuais.
Compreender o que antes machucava
Esse contato teórico permitiu que Fernanda compreendesse, com mais clareza, por que sua experiência no marketing e no universo corporativo havia sido tão dolorosa. Aquilo que antes era vivido apenas como incômodo, desgaste ou sensação de incoerência passou a ser entendido também como efeito de estruturas sociais, discursos e modos de organização do trabalho. A psicologia deu nome ao que antes era apenas sentido no corpo e na vida cotidiana. Esse processo confirmou muitos valores e princípios que ela já carregava e reforçou sua percepção crítica sobre modelos de sucesso baseados em pressão constante, competitividade extrema e desumanização.
Linhas teóricas que atravessam o olhar
Durante a graduação, Fernanda teve contato com diversas abordagens e linhas de pensamento que marcaram profundamente sua formação e que continuam presentes em seus estudos. A psicologia analítica de Carl Jung foi uma das referências importantes, assim como Freud e a base fundamental que ele deixou para a compreensão do inconsciente. Também estudou fenomenologia, análise transacional e Gestalt-terapia, linhas que valorizam a experiência vivida, a presença e a relação. Teve contato com o pensamento de Wilhelm Reich e, posteriormente, com Alexander Lowen e a bioenergética, especialmente nas reflexões que integram corpo e mente como partes inseparáveis da experiência humana.
Existência, corpo e sociedade
O existencialismo também se tornou um eixo relevante em sua formação, por dialogar diretamente com questões de sentido, liberdade, responsabilidade e sofrimento humano. De modo geral, Fernanda se identifica com abordagens que compreendem o ser humano de forma integrada, sem separar mente e corpo, indivíduo e sociedade. São perspectivas que entendem que cada pessoa é atravessada por uma história, por vínculos, por um contexto cultural e social, e que o sofrimento não pode ser reduzido a explicações simplistas ou exclusivamente individuais.
Cultura, crítica e humanização
Além das teorias psicológicas, Fernanda se interessou profundamente por pensadores que ajudaram a ampliar sua leitura de mundo. O trabalho de Nise da Silveira, com sua abordagem humanizada na saúde mental, foi uma referência importante. As reflexões de Walter Benjamin e a crítica à indústria cultural, associadas à Escola de Frankfurt, também contribuíram para moldar seu olhar. Essas influências reforçaram a importância da cultura, da arte e da vida simbólica como dimensões fundamentais da saúde psíquica, especialmente fora das lógicas de padronização e mercantilização da experiência humana.
O retorno da música e a vida em comum
Com o fim da pandemia, a música voltou a ocupar espaço na vida cotidiana. Os shows retornaram gradualmente, assim como as aulas de música que Fernanda passou a dar junto com o Tom. O trabalho com a música deixou de ser apenas artístico e passou também a ter um caráter de ensino e troca. Juntos, eles montaram uma escola de música, que inicialmente teve uma estrutura mais tradicional, mas que, com o tempo, foi se transformando e se adaptando às próprias escolhas de vida do casal.
Um espaço menor, uma escuta maior
A escola acabou migrando para um modelo mais íntimo, funcionando dentro de casa, em um pequeno estúdio. Nesse espaço, Fernanda e Tom atuam como professores, criando um ambiente de aprendizado próximo, humano e atento às singularidades de cada aluno. Essa experiência reforçou ainda mais a importância do vínculo, da escuta e da presença — elementos que atravessam tanto o ensino da música quanto o trabalho clínico. O contato direto com diferentes histórias, ritmos e processos individuais ampliou ainda mais seu olhar sobre o cuidado e o desenvolvimento humano.
A conclusão da psicologia
Paralelamente a esse percurso, Fernanda concluiu sua formação em psicologia. O que começou como um interesse antigo e, depois, como uma curiosidade acadêmica, se consolidou como uma escolha profissional. Ao se formar em 2025, ela passou a atuar como psicóloga, levando para a clínica não apenas o conhecimento técnico adquirido na faculdade, mas toda a bagagem construída ao longo de sua trajetória pessoal, profissional e cultural.
Uma prática atravessada pela vida
Hoje, Fernanda Moretti Veras atua como psicóloga com um olhar que integra indivíduo e sociedade, corpo e mente, história pessoal e contexto social. Sua prática é atravessada por vivências no mundo corporativo, pela crítica a modelos desumanizantes, pela experiência artística com a música e pelo contato com diferentes correntes teóricas da psicologia. Tudo isso compõe uma escuta sensível, atenta às singularidades de cada pessoa e às condições em que o sofrimento se constrói.
Psicologia como encontro humano
Mais do que aplicar técnicas, Fernanda entende a psicologia como um espaço de encontro humano. Um lugar onde a fala, o corpo, a história e o contexto podem ser acolhidos sem reduções ou julgamentos. Seu trabalho carrega a convicção de que cuidar da saúde mental é também reconhecer o impacto do mundo sobre as pessoas e criar espaços possíveis de elaboração, sentido e transformação. É a partir dessa trajetória — feita de rupturas, descobertas e reconstruções — que ela se coloca hoje como psicóloga em atuação.
Exepriência em projetos sociais com crianças e adolescentes
Durante a faculdade, Fernanda também teve a oportunidade de atuar como estagiária em projetos sociais, experiência que foi especialmente marcante em sua formação. Ela participou de iniciativas como o Instituto Baccarelli e de um projeto ligado ao Centro Cultural da Favela Vila Prudente, trabalhando com crianças e adolescentes em atividades em grupo. Esse contato direto com realidades diversas, com o cuidado coletivo e com processos de desenvolvimento em contextos sociais mais vulneráveis trouxe aprendizados profundos. As vivências nesses projetos resultaram em experiências muito bonitas e em resultados bastante positivos, reforçando ainda mais sua compreensão sobre a importância do vínculo, da escuta e do trabalho psicológico comprometido com o contexto social.