Se você está buscando tratamento para ansiedade social, é provável que já tenha tentado - ou pelo menos considerado - estratégias como “se expor mais”, treinar interações ou enfrentar situações desconfortáveis de forma gradual.

Essas abordagens são comuns na terapia para ansiedade social, especialmente dentro da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), e pode ajudar em alguns casos. No entanto, a própria pesquisa científica mostra que a questão é mais complexa do que parece.

Por que a ansiedade social pode voltar

Estudos mostram que a melhora obtida com terapia de exposição nem sempre se mantém em todas as situações.

Em muitos casos, a pessoa aprende a lidar melhor com o medo em um determinado contexto - mas, ao se deparar com ambientes diferentes, a ansiedade pode retornar, inclusive de forma maior¹²³⁴.

Isso acontece porque o aprendizado não se generaliza automaticamente para todos os contextos da vida.

Tratamento para ansiedade social: Nem sempre há remissão completa

Outro ponto importante: nem todas as pessoas ficam livres dos sintomas após o tratamento.

Uma revisão encontrou que a taxa média de remissão em tratamentos com TCC para transtornos de ansiedade é de cerca de 51%, o que indica que quase metade dos pacientes não atinge remissão completa⁵.

Além disso, mesmo após o tratamento com TCC, algumas pessoas continuam apresentando sintomas residuais⁶.

Isso acontece porque a ansiedade social não é apenas um comportamento a ser modificado.

Quando o problema não está só na situação — mas na forma como ela é vivida

A ansiedade social costuma estar ligada a experiências mais profundas, como:

  • medo de julgamento ou rejeição
  • sensação de inadequação
  • histórico de críticas, exposição ou constrangimento
  • dificuldade em se posicionar nas relações

Por isso, apenas se expor a situações sociais não necessariamente transforma a forma como você se sente nelas.

Uma proposta de terapia para ansiedade social que não reduz você a técnicas

No meu trabalho como psicóloga para ansiedade social online, o foco não está em seguir protocolos ou etapas fixas.

A proposta é compreender:

  • como a sua ansiedade se formou
  • o que ela expressa na sua história
  • como ela se mantém nas suas relações hoje

O trabalho clínico é fundamentado em:

  • Psicanálise
  • Fenomenologia existencial
  • Gestalt-terapia

Essas abordagens permitem um aprofundamento que vai além da redução de sintomas — buscando mudanças mais consistentes e sustentáveis ao longo do tempo.

Em um grande estudo sobre o tratamento da ansiedade social comparando a TCC com a terapia psicodinâmica (psicanálise), a TCC apresentou resultados um pouco melhores à curto prazo. No entanto, após dois anos, os resultados entre TCC e terapia psicodinâmica se tornaram semelhantes (40%), sem diferenças significativas entre elas⁷⁸.

Terapia para ansiedade social online

A ansiedade social não se resume apenas a enfrentar situações.

Ela pode envolver experiências anteriores, formas de se perceber e modos de se relacionar com os outros. Por isso, o tratamento pode ir além de técnicas isoladas e considerar a história e o contexto de cada pessoa.

Como funciona a terapia para ansiedade social online

  • Sessões por videochamada (sigilosas e regulamentadas pelo CFP)
  • Frequência semanal
  • Duração de 50 minutos
  • Espaço de escuta sem julgamento ou fórmulas prontas

O processo não é baseado em desempenho, metas ou “níveis” a serem alcançados. Ele é construído a partir da sua experiência.

Agendamento

Se você busca terapia para ansiedade social online, entre em contato para agendar uma primeira conversa.

Quando procurar terapia para ansiedade social

Você pode se beneficiar do processo terapêutico se percebe:

  • medo intenso de interações sociais
  • evitação de situações por ansiedade
  • autocobrança ou autocrítica excessiva
  • dificuldade em se expressar ou se posicionar
  • sensação frequente de inadequação


Referências
1. Craske, M. et al. (2014). https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0005796714000606 
2. Mineka, S. et al. (1999). https://psycnet.apa.org/doiLanding?doi=10.1037%2F0022-006X.67.4.599 
3. Bandarian-Balooch, S. et al. (2015). https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0005791614001232 
4. Kodzaga, I. et al. (2025). https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0005796725000737 
5. Springer, K. S. et al. (2018). https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0272735817302519 
6. Heimberg, R. et al. (2002). https://mentalhealth.bmj.com/content/18/2/63 
7. Leichsenring, F. et al. (2013). https://psychiatryonline.org/doi/10.1176/appi.ajp.2013.12081125 
8. Leichsenring, F. et al. (2014). https://psychiatryonline.org/doi/10.1176/appi.ajp.2014.13111514